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CHAVES, 25 Anos fazendo o Brasil inteiro rir !!!

  Um quarto de século numa barrica, fazendo o Brasil rir!!

O ano de 2009 vai marcar 25 primaveras do programa do Chaves no Brasil. Um número que fica ainda mais impressionante com a informação de que a série continua entre as principais audiências do SBT. Vamos parar de chamar a isso de fenômeno? É como se tanta popularidade fosse algo sazonal. Esses mexicanos já fazem parte da nossa cultura pop.



Uma coisa fique clara, já que algo se perdeu na tradução: o menino protagonista em espanhol é conhecido como El Chavo, algo como Moleque Travesso. É uma expressão chicana. Ou seja, ele não tem nome. É um pivete, um menino de rua, que no Brasil foi batizado de Chaves por falta de equivalente fonético em português. Ele nasceu depois do imenso sucesso de outro personagem, o Chapolin Colorado, mas tornou-se uma entidade muito mais poderosa no inconsciente coletivo do universo.

Ele e a turma nasceram em 1971, com algumas diferenças em relação ao formato final, que está aí até hoje. Tipo: o Seu Madruga não era o pai da Chiquinha, vendia balões e tinha um quarto na casa da Dona Florinda. O Senhor Barriga não era o dono da Vila, apenas uma espécie de zelador. O perfil dos personagens só ficou definido a partir de 1973, quando o Chaves foi para a rede Televisa, que é a Globo do México. E foi esse sucesso mundial.



Êxito que subiu à cabeça do elenco. Em 1978, Carlos Vilagrán, que fazia o Quico, resolve sair do programa e ter série própria na Venezuela. Ramón Valdez, o Seu Madruga, foi junto. Ele voltaria em 1981, já na fase mais decadente do programa. Os últimos episódios de Chaves foram gravados em 1983. Um ano depois, o programa estreava no Brasil como atração do show do palhaço Bozo no SBT.

Por aqui vemos reprises e mais reprises ao longo desse quarto de século de Chaves. Depois do fim da série no México, os personagens só voltariam à cena em participações especiais nos outros programas de Roberto Gomes Bolaños, o gênio por trás de toda essa história. Ele é considerado o Shakespeare chicano. Na verdade, por lá, ele é o Chespirito.



Bolaños ainda é vivo, vai completar 80 anos em fevereiro de 2009. Ele vive com Florinda Meza, a Dona Florinda, desde 1979. Os dois se casaram em 2004. Maria Antonieta de las Nieves está com 57 anos e ainda se apresenta como Chiquinha por aí. Ela e Roberto Bolaños disputaram na justiça a propriedade intelectual sobre ela durante anos. Agora os dois estão em paz.

Carlos Villagran está com 64 anos e mora na Argentina, onde circula com seu Circo do Kiko - com K, mesmo, pra diferenciar do Quico com Q, assinatura que pertence a Bolaños. Essa briga pode ter origens mais sórdidas: Villagran já teve um relacionamento com Florinda, antes de ela juntar os bobs com o pai do Chaves.



A tradição circense comanda também as vidas de outros dois atores do programa. Ruben Aguirre, o Professor Jirafalles, e Edgar Vivar, o Senhor Barriga/Nonho, viajam pelo México com suas lonas. Um está com 74 e o outro vai fazer 60 anos agora em Dezembro. Estão bem, gozam de boa saúde, mas já abandonaram suas criaturas há muitos anos. Eles são apenas grife para seus empreendimentos no mundo da diversão.



O seu Madruga não teve um final feliz. Ramón Valdez, um fumante inveterado e invertebrado, morreu de câncer em 1988. Angelines Fernades, a Bruxa do 71, morreu em 1994 vítima do mesmo mal. Godinez, vivido pelo irmão de Roberto, Horácio Bolaños, foi-se embora em 1999, por conta de um enfarte fulminante. E Raul Padilla, o Jaiminho, faleceu em 94 por causa de diabetes.

Na Terra e no Céu, estamos rindo dessa turma até hoje. E se se depender dos índices de audiência, serão mais 25 anos de muita alegria.

Os sobreviventes, nos dias de hoje: Bolaños, Florinda, Maria Antonieta, Edgar, Ruben e Carlos




Datas importantes:

01 de janeiro - Primeiro episódio do desenho animado de Chaves no Brasil (2007)

12 de janeiro - Nascimento de Carlos Villagran (1944)
03 de fevereiro - Morte de Raul Padilla (1994)
08 de fevereiro - Nascimento de Florinda Meza (1948)
21 de fevereiro - Nascimento de Chespirito (1929)
25 de março - Morte de Angelines Fernandes (1994)
15 de junho - Nascimento de Rubén Aguirre (1934)
21 de junho - Primeiro episódio de Chaves no México (1971)
09 de agosto - Morte de Ramón Valdés (1988)
21 de novembro - Morte de Horacio Gomez Bolaños (1999)
22 de dezembro - Nascimento de Maria Antonieta de las Nieves (1950)
28 de dezembro - Nascimento de Edgar Vivar (1947)


CURIOSIDADES:::

- A estréia
O primeiro episódio do Chaves foi exibido no dia 20 de junho de 1971, no México. Nesta época, o Chaves era um quadro do programa “Chespirito”.

- O carro do Sr. Barriga é uma Brasília
Em alguns episódios da série Chaves exibidos no Brasil é mostrado o carro do Sr. Barriga. O curioso é que, em todos, o veiculo é uma Brasília. Portanto, trata-se de uma presença brasileira no humorístico, pois este automóvel foi o primeiro lançado pela Volkswagen com design desenvolvido no Brasil.

- Por que “Chaves”?
O nome original do personagem que dá nome à série mais famosa de Bolaños é “Chavo”, que, na gíria mexicana, significa garoto travesso. Na forma de falar, “Chavo” em espanhol é quase idêntico a “Chaves” no português. E, por isso, foi escolhido este nome pela direção de dublagem brasileira.

- Por que “Bruxa do 71”?
A atriz espanhola Angelines Fernandez começou a trabalhar com Chespirito no início de 1971. Por isso, a sua personagem leva o nome de “Bruxa do 71”. Logo que o Chaves se tornou um programa independente, a personagem passou a morar no apartamento 71 para encaixar com o seu nome.

- Hector Bonilla
Embora tenha participado de apenas um episódio no seriado Chaves, Hector Bonilla tornou-se, ao menos no Brasil, um personagem popular. “Mas afinal, realmente ele é um ator?” Resposta: Sim. Hector fez, dentre outros trabalhos, a novela “Viviane, em busca do amor” – exibida no Brasil no ano de 1984 –, em 1978, onde foi protagonista. Esta telenovela é considerada uma das melhores já feitas no México. O episódio da série Chaves que contou com a participação ilustre de Bonilla foi gravado em 1979.



- Quico ou Kiko?
”Quico” é o nome do personagem criado por Roberto Gómez Bolaños para à série Chaves. Quando Carlos Vilagrán, interprete do personagem, deixou o elenco para ter o seu programa solo na Venezuela, registrou o nome “Kiko”.

- A despedida do Quico
Os episódios de Acapulco - gravados em 1978 - foram os últimos que contaram com a presença do personagem Quico. A canção “Boa Noite, Vizinhança”, tocada no terceiro e último capitulo de Acapulco, foi composta por Bolaños e é algo como um “até logo” ao amigo, que nunca mais voltaria a participar de seus seriados.

- Tangamandápio existe
Tangamandápio, local onde nasceu o carteiro Jaiminho, realmente existe. Porém, ao contrário do que retrata-se no humorístico, Tangandápio não é uma cidade, é um Vilarejo, que localiza-se na cidade de Cuernavaca, no México.

- Homenagem a Chespirito
Em 2000, a Televisa – emissora mexicana – dedicou um dia inteiro, no Canal 2, “El Canal de las Estrellas”, para homenagear Roberto Gómez Bolaños “Chespirito”. Na homenagem, amigos pessoais, celebridades internacionais e intelectuais falaram de sua admiração pelo comediante e, todos, coincidiram que ele é inigualável. Um dos momentos mais emocionante ocorreu quando Carlos Villagrán, intérprete do Quico, que estava na platéia, subiu ao palco e abraçou Roberto. Ambos, não viam-se há mais de 20 anos.



- Bolaños e o rei Pelé
Em entrevista concedida à “Rede TV!” em 1999, Chespirito contou que o brasileiro Pelé tinha interesse em levar o Chaves e a sua turma ao cinema. De acordo com Chespirito, o convite foi feito através de uma ligação telefônica. O comediante não aceitou. Possivelmente, daí veio o filme “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”, lançado no ano de 1986.

- Simpson e Chespirito
Matt Gronning, criador do popular seriado “Os Simpsons”, também é fã de Roberto Gómez Bolaños. O escritor, inclusive, criou um personagem inspirado em Bolaños e um de seus personagens mais famosos, o Chapolin Colorado. O nome do personagem mencionado, na versão brasileira de “Os Simpsons”, é “Homem-Abelha”.



- Mil vezes Chaves
Muitos fãs nos questionam sobre quantos episódios do humorístico Chaves foram gravados. Em realidade, possivelmente, nem o próprio criador da série, o mexicano Roberto Gómez Bolaños, saberia responder com precisão essa indagação. O que sabemos, e podemos assegurar, é que, entre os anos de 71 e 92, respectivamente inicio e fim definitivo do seriado, foram filmados mais de mil capítulos. Em tempo: atualmente, o SBT conta com 137 episódios (esse número já foi maior)

- Música tema dos “pombinhos”
A canção de fundo que sempre toca quando os personagens Dona Florinda e Professor Girafales se cruzam pertence ao clássico filme “E o Vento Levou”, lançado no ano 1939.

- Pópis foi "ex-fanha"
A Pópis, do humorístico Chaves, na versão em espanhol – ou seja, a original –, teve como marca principal a sua voz fanha nos primeiros capítulos; posteriormente, essa característica foi retirada. Curiosamente, a dublagem brasileira manteve a voz fanha da personagem. De acordo com especulações, Roberto Gómez Bolaños teria decidido retirar essa peculiaridade da personagem em detrimento da reclamação de um pai, que havia lhe dito que não mais veria os seus seriados, posto que seu filho, fanho como a Pópis, era motivo de piadas relacionadas a então nova personagem da série Chaves.

- Nascimento de filho afastou Maria da temporada de 74
No final do ano de 1973, Maria Antonieta de las Nieves, atriz responsável por dar vida a personagem Chiquinha, do Chaves, teve que se afastar do elenco das séries por estar grávida. De las Nieves retornou ao humorístico Chaves no capítulo - de nome sugestivo - “O Regresso da Chiquinha”, gravado em 75. Essa informação, que é a verdadeira, contradiz, pois, a visão de outrora do portal Turma do Chaves, que, assim como muitos sites brasileiros do gênero, ligavam a retirada da intérprete da Chiquinha a participação em um programa solo – que, nessa ocasião, não ocorreu, definitivamente. As fotos enaltecidas abaixo expõem a saliência da barriga da atriz em capítulos que datam do ano de 73.



- “Pipipi...”
Em entrevista para um canal brasileiro, Roberto Gómez Bolaños contou que a criação do choro do Chaves, uma das principais marcas do personagem, foi inspirada em um de seus filhos, que, quando criança, chorava “para dentro” emitindo um som similar ao “Pipipi...”.


Fonte / Saiba Mais:

- http://www.turmadochaves.com
- http://www.viladochaves.com/
- http://www.dzai.com.br/robsonleite/blog/cineserie